As adquirentes Rede, Getnet e SafraPay regidas respectivamente por Itaú, Santander e Banco Safra reforçam a ideia de que uma boa distribuição e um bom fluxo de caixa dificultarão as novas entrantes nesse ramo. A líder com mais de 40% desse mercado, Cielo, ainda não se pronunciou.

A primeira pronúncia veio da Getnet, unificando as taxas de débito e crédito em 2% além de padronizar os créditos de vendas para os lojistas em apenas 2 dias, recursos disponíveis apenas em três tipos de máquinas.

A Safra desde o início já visava ganhar o mercado com sua estratégia de taxa zero para crédito e parcelamento, concedendo esse benefício para clientes que vendem até R$ 50 mil por mês com recebimento em um dia, além de não cobrar taxa de aluguel da máquina.

E para acirrar ainda mais a concorrência, a Rede pronunciou-se afirmando que a taxa de antecipação de pagamentos aos lojistas seria zerada em caso de vendas à vista pelo cartão de crédito, podendo receber o valor das vendas em até dois dias para clientes que faturem até R$ 30 milhões por ano.

Isso refletiu nas bolsas, causando impacto no mercado principalmente para as empresas do ramo, principalmente à Cielo, Stone e PagSeguro que sofreram com queda de suas ações.

Resta à concorrência prestar atenção à cada detalhe das campanhas para acompanhar a concorrência de perto, e para as novas empresas vale demonstrar que além de preço, o mercado necessita de solução e serviço.